quarta-feira, 15 de abril de 2009

O bate-bola

por Vinícius Pereira

Havia um menino chamado Sidnei. Ele botava medo nas pessoas durante o carnaval. Ele e sua turma se reuniam e faziam as máscaras e as roupas de bate-bola no quintal da casa do pai dele, que ficava no final da Rua Larga.

Sidnei vestia uma roupa preta com capa e uma máscara muito assustadora. Ele ficava dentro de um caixão, que era carregado por seus amigos. Eles paravam em cada rua e Sidnei pulava para fora, assustando as pessoas.

Minha mãe corria para o quarto de minha vó e chorava de medo. Ela disse que, mesmo quando o carnaval acabava, sentia medo toda vez que via Sidnei na rua.

Minha mãe tinha sete ou oito anos quando isso aconteceu, aqui mesmo, no Parque União. O nome dela é Luciene Pereira.

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